Desachados e Bem Perdidos
Desachados e Bem Perdidos
Me perdi daquilo que achava que tinha de mim. E tudo o que tateio no vento é o silêncio. O silêncio é aquilo que sobra quando você vê que não é.
E quem sou eu?
Nós adjetivamos o que não podemos alcançar. Deus seria amor, porque amor é a coisa mais pura que conseguimos entender. Então emprestamos isso pra coisa mais distante que não conseguimos compreender.
Eu sou a coisa mais distante que não consigo entender.
Daquilo que não sou mais e daquilo que não quero ser... Sobra eu.
Eu que não sei o que quero nem pra onde vou. Eu que me assusto com a certeza fardada de modelos a se seguir. Eu que enxergo insistentemente uma luz lá (bem lá mesmo) no fim do buraco do túnel embaixo do esgoto.
Mas eu não sou esgoto. Nem túnel.
Buraco talvez. Apenas mais um no universo. Mais um que sustenta o enigma da perfeição, assim como os buracos negros que sustentam as galáxias.
Uma escuridão que assusta porque não se sabe o que tem dentro.
Um humano que assusta porque não se sabe o que é.
A sombra de Jung.
O ID de Freud.
Os instintos de Darwin.
E tudo isso dança e cansa. Tudo o que mais quero agora é deitar na grama e sentir o vento do silêncio da trégua que reina em mim.
Me perdi daquilo que achava que tinha de mim. E tudo o que tateio no vento é o silêncio. O silêncio é aquilo que sobra quando você vê que não é.
E quem sou eu?
Nós adjetivamos o que não podemos alcançar. Deus seria amor, porque amor é a coisa mais pura que conseguimos entender. Então emprestamos isso pra coisa mais distante que não conseguimos compreender.
Eu sou a coisa mais distante que não consigo entender.
Daquilo que não sou mais e daquilo que não quero ser... Sobra eu.
Eu que não sei o que quero nem pra onde vou. Eu que me assusto com a certeza fardada de modelos a se seguir. Eu que enxergo insistentemente uma luz lá (bem lá mesmo) no fim do buraco do túnel embaixo do esgoto.
Mas eu não sou esgoto. Nem túnel.
Buraco talvez. Apenas mais um no universo. Mais um que sustenta o enigma da perfeição, assim como os buracos negros que sustentam as galáxias.
Uma escuridão que assusta porque não se sabe o que tem dentro.
Um humano que assusta porque não se sabe o que é.
A sombra de Jung.
O ID de Freud.
Os instintos de Darwin.
E tudo isso dança e cansa. Tudo o que mais quero agora é deitar na grama e sentir o vento do silêncio da trégua que reina em mim.
Comentários
Postar um comentário